Por um certo tempo, escrever era como enfiar o dedo na garganta, por pra fora tudo o que tava fazendo doer, todas as minhas angustias e medos, mas chega uma hora em que só um pedaço de papel e uma caneta não resolvem mais, eu precisava ouvir qualquer resposta que não fosse formulada por mim, por mais que fosse algo inútil, eu precisava saber que existia alguém que se importava comigo.
— H
Não pensa, não pensa, só segue
— H.
Encarar a vida sóbria é pedir demais.
— H
Eu não sei sentir, esse é o problema, não sei moderar.
— H.
É só mais uma paixonite aguda, nunca vai acontecer nada, mas eu gosto das tatuagens e do jeito com que ele fuma.
— H.